Sois como Vasco da Gama Ouvindo o mar que me chama Sois como um soldado de trincheira Como um sonho em cima da montanha à beira, Seguindo e ouvindo O som do chicoteado Som dos tiros soando no ar Cheiro de desespero para matar Quintais, florestas e minas em tanto lado, Sons que aterram acima de tudo. Vejam o mundo iluminado Em arrogância, em luto. Achais que irais passar o Cabo das Tormentas, Sendo o tormento dos outros países? Quantos reis mandareis perder a vida? Até percerberdes que a escravidão te deixa em dívida Vasco da Gama... Sua alma leve e humilde, Seu coração de mar e bondade. Dia 25 de abril de 1974, Salgueiro Maia Se não fosses tu nem sei o que aconteceria, Sua humildade e bondade, Sem perceber, deu voz a Portugal, Agora, cada um decide. A sua bravura e fome de justiça afastou o mal. Luís de Camões e Fernando Pessoa, Dois escritores que se comparam Como deuses da poesia Nem a morte os para.